de ouro eu oiço vozes que palpitam em cima dos meus ombros folgando o meu peso e o peso de todas as palavras que existem de mim escapa uma fúria incolor um fruto qualquer sem qualquer odor que escondo num lugar remoto a minha vergonha é agora também uma escarpa assim densa imensa uma sentença suspensa em mim no lugar que todos os órgãos deviam ocupar de ouro é o ar que me ocupa o espaço por dentro comendo-me sem reservas o calor sem filtro vácuo engrenagem motor ou velocidade
entre mim e eu próprio não existe qualquer intimidade.
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